Eu ainda penso em você. Esses dias me peguei lendo as nossas conversas e me deu uma saudade. Saudade dos momentos em que passamos juntas, das risadas e das noites em que ficávamos trocando músicas. A gente nem notava o tempo passar. Ainda guardo aquela sua camiseta de flanela, tem seu cheiro, o seu perfume nela. Quando a saudade vem com mais força, eu a pego e fecho os olhos. Te sinto, mas minhas mãos tateiam a cama e não te encontram. Dói. É uma dor que aperta o peito e dilacera a alma. Tem um retrato seu na cabeceira da cama. O seu bilhete pendurado no meu mural. Ainda não joguei fora a sua escova de dentes. Até comprei a sua pasta de dentes favorita, aquela de menta, lembra? Faz tanto tempo, não sei se teus gostos continuam os mesmos. Vi que cortou o cabelo. Eu quis te dizer que ficou linda, que combinou com o seu rosto delicado. Venho querendo te dizer tantas coisas, mas eu sei que não devo, então eu apenas as escrevo.
Nessa Cross
(via passaro-selvagem)










